domingo, 3 de setembro de 2017



A vida resolvida, uma tela escolhida
A vida determinada, outra tela;

Entre a tela refletida, eu...

domingo, 30 de abril de 2017

A Criação...


Todo o crime organizado tem uma organização capitalista por traz...
A segunda e última grande guerra grava uma divisão de mercados: “Os Comunistas” e “O Mundo Livre”.
O mundo livre foi o criador do mundo comunista. Sem a existência de um, não existiria o outro.
O mundo livre passou por várias situações: já foi o mundo dos deuses representados diretamente, ou não, aqui na terra; já foi o mundo da nobreza expedida por deus e defendida por seus representantes.
“O mundo livre”, ou qualquer atributo anterior que explique a dominação de um ser sobre outro, é responsável pela criação do mal. O mal é tudo que o “mundo livre” não quer que atrapalhe sua construção hegemônica.
O mundo dos comunistas foi representado por escravos de culturas dominadas, imóveis de posse de famílias poderosas, mulheres, negros, índios e feios que não pertençam a classe dirigente, e finalmente mercadorias que abrange todo ser humano que vende sua força de trabalho em todas as categorias mundiais.
Na segunda guerra mundial, Hitler chegou a propor uma união da Alemanha nazista aos “aliados”, EUA, Inglaterra e França, no sentido de “detonar” a Rússia que crescia em seus domínios na Ásia. Por outro lado os EUA manteve fábrica da GM na Alemanha nazista em guerra contra a “Europa” antes de o próprio País entrar no conflito. A GM, inclusive, produzia veículos militares para os alemães. Não se justificaria aos capitalistas deixar de lucrar apesar das ideias nazistas se contraporem aos “aliados”, já que os mesmos eram muito parecidos com as ideias “americanas”.
O capitalismo moderno foi construído de maneira intelectual, cultural e brutal pelo seu principal dono: os Estados Unidos.
O comunismo não foi construído. Foi forjado pela luta de trabalhadores e/ou escravos desde o princípio da civilização exploratória.
Foram atribuídos a “eles” a selvageria desumana, a ditadura do gesto ou o terrorismo cruel. Foi atribuída a “eles” toda crueldade e todo o medo que devemos ter sobre a vida ruim e a desgraçada. Ao comunista, vulgo trabalhador, foi atribuído: a vadiagem e a corrupção. Foi-nos atribuído todo tipo de roubalheira e desonestidade. Uma classe B na humanidade risonha, regida por deuses da bondade e da determinação. Cuja determinação é: não se misture com “essa gente”, não se deixe influenciar por esses “filhos do Satanás!”.
Em reação a esse conjunto de ideias, intelectuais trabalhadores, criados a partir de escolas burguesas, trabalhadores, através de sindicatos ou trabalhadores comuns, através de informações, seja pela literatura, seja pela escola burguesa, seja pela vida cotidiana, criaram suas “cartilhas de luta de classes” e enfrentaram, enfrentam uma minoria poderosa que se reconstroem rapidamente, segundo à segundo, financiada diretamente pelo capital público, no sentido de destruir qualquer pensamento que se oponha ao objetivo de poder/lucro sobre o resto dos seres humanos escravos; trabalhadores; comunistas; vagabundos; terroristas existentes na face da terra.
Se quiserem referencias procurem em publicações como: “Quem Pagou A Conta?” de Francis Stonor Saundes; “ A História Não Contada Dos Estados Unidos” de Oliver Stone e Peter Kuznick; de Michael Foucault...

domingo, 27 de novembro de 2016

Um e Zero
O mundo do qual conhecemos, o mundo do qual pertencemos foi parcelado pela “burguesia endinheirada” que produziu uma ciência capaz de justificar a justiça desse parcelamento desigual e restritivo. É sob essa equação onde “x” não é igual a “y” pelo qual nossos pensamentos caminham para justificar nossos privilégios e a razão pela qual nos convencemos de que lado está o mocinho e de que lado está o bandido. É dessa forma que eu defino o lado que quero estar.
O bem e o mal foram definidos em uma enciclopédia moral, estética e cognitiva. Assim sendo tudo foi parcelado, sem sombra de nenhum vazio. Assim sendo meu universo colonizado não possui capacidade de distinguir qualquer pedaço sem uma definição de positivo e negativo subentendido nessas porções sociais, independentemente de classes economicamente diferentes.
Esse pertencimento me permite construir os grupos sociais pelos quais quero fazer parte – não significa necessariamente que vou fazê-lo – e construir um perfil adequado para integrar o grupo pretendido. É através dessa identificação que construo meu comportamento, meus pensamentos e minhas opiniões. É através dessa identificação que defino meus “inimigos”.

sábado, 16 de janeiro de 2016

The Song Ramains The Same


Lembro-me que o Rock’n’Roll começou a intensificar os modelos de grandes shows para grandes públicos que se realimentava carregando a grande bandeira inglesa/estadunidense. Era um grande movimento popular sob o comando da então geração que nasceu no meio dos bombardeios pelos B2 alemãs ou foguete que o valha.

Na medida em que esses pequenos grupos de três ou quatro músicos era reduzido, sua tecnologia substituíam outros instrumentos cada vez mais bonitos e sofisticados. Vinham acompanhar as antigas guitarras elétricas por pedais, trazendo uma bonificação sinfônica para os captadores responsáveis pelo berço da corda. As baterias eram grandes e reluzentes. Começam aparecer às primeiras pianolas elétricas que reproduziam sons de órgãos de igreja. Uns mais sofisticados que o outro, os grupos carregavam marcas como Gibson, Moog, Yamaha...

As luzes coloridas derramadas pelos spots cromados serviam o ritmo sincronizado na batida forte das baterias e nas longas frases de guitarras seguradas abaixo do colo e sintetizadores de som que dançavam nos palcos guiados por seus executores.

Os grupos de rock americanos ou ingleses desfilavam em grandes limusines pretas e aviões particulares; destacavam-se por seu vestuário circense colorido, reluzente, voltários. Traduzia o reencontro com a liberdade tão sonhada, tão consumida, tão devorada em vestimentas apartadas do cotidiano formal.

O baião se fundiu ao rock, amalgama que reveste o regional brasileiro e exporta-o para os meios urbanos com uma carenagem moderna. Tecnologia de primeiro mundo sendo apresentado à estrutura musical brasileira tradicional.

O capital se reeducava para se tornar totalmente abrangente num mundo dividido em dois mercados que não se falavam e se odiavam.
A religião cristã erguia seu estandarte em marcha crédula da existência de um deus que garantisse a unidade familiar enquanto o jovem perguntava e buscava sua identidade em filosofias orientais ou exóticas. As minorias desfilavam seu cardápio de oportunidades.

A luta armada na América Latina, dizimada pelos governos latinos com apoio incondicional da inteligência americana; os negros americanos dividindo bairros em suas cidades extremamente racistas e a guerra do Vietnã que arredavam o povo ianque aos interessas de um mercado agressivo do pós-guerra, sustentado pela construção do medo. O terrorismo ideológico se propunha como tal e se formulava como alternativa alienante.
Só o capital é livre, diziam eles.

Com efeito, a mídia se avolumava no capital e no lucro, perseguindo e construindo a imagem da geração jovem. Cabeludos que vestiam calças jeans surradas e quanto mais, mais apertavam os significados de liberdade e ousadia jovial da minha geração.

As drogas se instalam na classe média com sinônimo recurso para a liberdade e busca de novas experiências cognitivas. É esse período que se lançam as novas bases para o estamento familiar, onde os jovens se rebelam contras os pais, se rebelam contra a estrutura familiar imóvel. Ao ponto de hoje todos usarem jeans independente das idades.

Oh Yeah! O Rock’n’Roll nos representa. É a demonstração artística de nossos pensamentos modernos, civilizados em uma só batida. É o sonho da aventura moderna que guia a geração em busca de uma “identidade própria”. Danosa ou autodestrutiva se revela ardente, sedutora.

Entre tantas coisas, assim eu via assim eu vivia. Descobria o que queria ou podia. Amava e me guiava além das estradas de tijolos amarelos...