quarta-feira, 11 de julho de 2018

A copa do mundo é o oráculo das disputas entre países. Não mais entre nações ou tribos. A copa do mundo é a disputa do mercado patrocinando respostas a sua consagração, para sua legitimação. A reafirmação da economia cultural da dominação através do empoderamento de um grupo, dominado por um deus, por um ícone que resguarde seu inconsciente coletivo de glória. Não mais através de seus atos, mas por defesa e gloria de outros que nos representam, de alguma forma nos representam.
O Hino Nacional de todos, representados em gestos e cantados pelas galeras em gritos. O Coliseu em gritos!
Atacantes de defensores do rei gol. O universo do poder humano, não será mais representado pelos detentores diretos do poder. Serão eleitos em comissões “impessoais” e representados por guerreiros do vigor e da vontade de vencer as sub-raças ainda que misturadas entre nós.
Guerreiros que carregam cores e escudos; guerreiros que pintam os rostos para a guerra.
Escudos são sustentados por mercados que carregam seu valor amarrados a tecidos ou camisetas, carregados por guerreiros que representam escudeiros do reino que os carrega e os carrega.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

As vezes tento guardar a segurança de uma alface, mas ela oxida.
A alface, o omixida...
De vez em quando dedilho segredos entre nós,
De vez em quando não.
A segurança das prateleiras não me fez guardar sossego sobre as tábuas...
E as palavras se tornam inescritas,
E as imagens sobem a margem
E se tornam homicidas...


segunda-feira, 9 de abril de 2018



Novilíngua

Se na era da penúltima moderna ditadura de nossa elite colonial, no século passado – como se isso tivesse uma conotação de velho – foram obrigados a aniquilar todo e qualquer pensamento à esquerda do prisma social. Agora seremos humilhados e cassados por uma guerra cirurgicamente suja. Com efeito, alguns trocarão de ideia, como sempre ocorre. Outros serão humilhados até a ponta dos cabelos...


domingo, 28 de janeiro de 2018

O professor, ícone principal de todas as hierarquias, assume várias personagens: o professor família, o professor público.
O professor família é o mãe/pai a irmã ou o irmão mais velho. Terceirizados são os avós, tias/tios, primos, amigos e namorados/as.
O professor público é o reprodutor habilitado pelo estabelecimento e devidamente (mal)remunerado pelo estado que escolhe a remuneração pelo grau de comprometimento em relação a sustentação do estado burguês.
A burguesia é nome sem importância no amalgama humano moderno – segundo especialistas.
O professor público, diferentemente do familiar, não age de forma passional. Ele decide sobre a forma como que fulanos se comportam ou se posicionam socialmente.

O professor público é a moral privada que se estabeleceu durante o tempo todo e determinou a normativa do professor familiar...

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O que fizemos? Nós, aquela parte da classe média cujo acesso não foi negado. “Vivemos de favor”? Ou, concordamos que “a corda rompe do lado mais fraco”, desde que não seja do meu lado.


SUPOSTAMENTE

sábado, 21 de outubro de 2017

Os segundos andam mais rápido que o minuto que anda mais rápido que a hora que anda mais rápido que o homem que atravessa a rua que o medo que atravessa o homem.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Outro dia li num blog qualquer de um estadunidense que o fato daquele país ser continental prejudica a geopolítica mundial. Ele, o blogueiro e estudioso, acredita que se aquele País fosse fatiado em várias nações conflitos internos e eternos seriam diminuídos.
Aí, pensei no Brasil. Um país continental, subtropical e “gerenciado” por uma elite endinheirada que acha que é proprietária da “Nação”. E é.
O capitalismo ou a sociedade burguesa não nasceu ou foi compartilhada na América Latina. Ela foi gestada por “homens de negócio”, independente de caráter definido por Benjamin Franklin. Bandidos.
A cara e o caráter definidos em Aurélio são mera coincidência. Não existem seres que não pense em projeções pessoais ou econômicas. Uma coisa compõe a outra na “liturgia” burguesa. Todos nós queremos viver com dignidade. Todos nós somos trabalhadores. Seja o “público” que for.
No caso das “elites endinheiradas”, no Brasil, são “jagunços” dos “coronéis” que compõe o mercado central do mundo. Vendem, como Ruy Barbosa vendeu em substituição da propriedade escrava, as riquezas primárias da terra, assim como sustenta a propriedade privada em detrimento ao próprio “capital” ao qual se sustenta.
Ah! A psicologia da submissão individual?
A autodeterminação em não se defender?

A determinação escolástica em não reagir?