segunda-feira, 17 de junho de 2013

INTOCÁVEIS...


“A OBAN foi um centro de informações e investigações montado pelo exército para coordenar e integrar as ações dos órgãos de combate às organizações armada de esquerda durante o regime militar. Começou como uma parceria entre Estado e empresários e foi absorvida pelo DOI-Codi do Exército.”¹
“Doutor Ney, coronel Perdigão, delegado Sergio Fleury e comandante Vieira foram personagens centrais e principais articuladores dessa trama de repressão criada no submundo da ditadura. Guerra (delegado Claudio Guerra) conviveu intensamente com todos eles.”¹
¹Extraído do livro: Memórias De Uma Guerra Suja – Claudio Guerra – em depoimento a Marcelo Netto e Rogério Medeiros – 2012.
A justiça e a polícia sempre foram poupadas pela mídia porque a elite responsável pela consolidação dos meios de comunicação, sempre precisou do auxílio da polícia e do poder judiciário. 
A polícia por sua vez ganhou muito dinheiro trabalhando como mercenários para a elite e a justiça. Essa justiça por sua vez se sustenta apoiando essa elite e essa polícia sem medir esforços nas interpretações da lei mal escrita e pouco eficaz.

Essa elite que coordena parte desses dois órgãos tem sido a mandatária das ações que caracterizam a impunidade desses dois órgãos: a polícia e a justiça.

terça-feira, 21 de maio de 2013

“A elite éramos nós – os felizes eleitos que tinham sido escolhidos pela história para guiar nossos semelhantes para uma redenção secular”.



“A defesa da “alta” cultura montada por pessoas como Angleton era automática”. “Jamais nos teria ocorrido acusar alguém ou alguma coisa de “elitista” disse Irvin Kristol, certa vez”.” A elite éramos nós – os felizes eleitos que tinham sido escolhidos pela história para guiar nossos semelhantes para uma redenção secular”. Criados na cultura modernista, esses elitistas cultivavam Eliot, Yeats, Joyce e Proust. Consideravam ser sua missão “não dar ao público que ele quer ou que ele acha que quer, mas aquilo que – por intermédio de seus membros mais inteligentes – ele deve ter. Em outras palavras, a alta cultura não era importante apenas como uma linha anticomunista de defesa, mas era também o baluarte contra uma sociedade homogeneizada de massa, contra aquilo que Dwight Macdonald via, horrorizado, como o lobo alastradiço da Cultura de Massa”.*
*Quem pagou a conta? – Fances Stonor Saunders – pag. 272.

A NOBREZA COLONIAL BRASILEIRA




Sustentar os desmandos de um presidente do Supremo como forma de garantir a hegemonia de uma elite ao resto do povo. A qualquer custo. Sob o ridículo e patético papel de profissionais da mídia dispostos a defender as contrainformações plantadas pelos seus patrões a trocou de privilégios vulgares em salas íntimas dos comandantes bandoleiros do capital fácil.
A última alternativa depois dos vários golpes de estado, dos presidentes da república canalha, criado pelos costumes de uma “nobreza” colonial que comprou o discurso fechado contra a ideologia comunista que nunca existiu de fato no Brasil, como é profetizada pelas bestas especialistas em inventar mentiras, em jogar bombas em bancas de jornal, como forma de subjulgar a inteligência popular.
Disfarçam-se em anjos da moralidade para nos impor o sacrifício cristão da inferioridade...
Sustentam fascistas políticos a troco de benesses vulgares e se precisar torturam, matam, estupram e colocam a culpa no outro.

quarta-feira, 8 de maio de 2013




ONIBUSATION
Cubos ambulantes; bipartidos, tripartidos; serpenteiam os ramais rodoviários da cidade, entre estreitado e espaçoso conquistam faixas de asfalto empurrando o transito para traz.
Esperado por multidões de multilados; tridimensional transita pelo transito; atropelando bicicletas e pedestres, segue uma orientação multifacetada de tarefas responsáveis pela liquidez cidadã. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Espermautomóveis



Elevado do Costa e Silva
Ou simples minhocão que desflora a vagina urbana
Espermautomóveis se deslocam freneticamente a favor e contra
Humanos revestidos de aço
Circulam seus olhares brancos de holofotes
Edifícios são lábios distantes, numa inatingível tangente.
Tendo céu como clitóris...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O mesmo holofote que alumia a noite é diferente para cada cidadão.
O mesmo holofote que alumia a noite é igual para o cidadão que habita a mesma noite.